"As Lágrimas raramente fazem mal.
São sempre uma catarse, uma libertação e um jeito de dizer que ninguém é auto–suficiente.
Nesta confissão de fraqueza humana se esconde um ato de humildade de quem reconhece que chegou a um impasse.
E, quando o impasse machuca demais, os olhos dizem o que a boca não consegue mais dizer.
Há lágrimas de dor, lágrimas de amor, lágrimas de alegria incontida, lágrimas de tristeza, lágrimas silenciosas de paz e de ternura, lágrimas de gratidão por um elogio feito na hora certa, lágrimas de esperança, lágrimas de inocência.
Mas também há lágrimas de vergonha, de teimosia, de desafio, de chantagem, de egoísmo por não haverem conseguido o que queriam.
E há quem chore por qualquer coisa e há quem tenha vergonha de chorar, sendo que chorar era a única coisa decente a se fazer.
... depois das sete maravilhas do mundo, bem que se poderia propor esta como a oitava: um monumento ao jovem que ainda chora por amor e que ainda não tem vergonha de mostrar que lá dentro dele habita um sentimento bonito."
Fabiano Claro
Sem comentários:
Enviar um comentário