"Como te poderei explicar
A ti, que em silêncio
Me deixaste há tanto tempo
Que ainda brinco contigo
Nas margens de um rio imenso
Que as palavras que tu dizes, gastas
São pássaros mudos
A gritar do fundo do teu coração desatento
Mas que no meu jardim
Geram vida a cada bater de asas
Deixando no rasto do seu suave movimento
Histórias de ternura e lamento
Que te visito de noite
Quando o medo adormece
E vestido de pétalas
Fico silencioso a teu lado
A acariciar o tempo que esquece
Até os pássaros, tecidos de espanto
Silenciaram o canto
Como te poderei dizer
Irmã dos meus sonhos de infância
Que só me cresce o sentimento
Na densidade da distância"
(desconheço o autor)
Sem comentários:
Enviar um comentário