domingo, 13 de novembro de 2011

Canção da saudade

"Tu, meu amor, que nome é o teu? Dize onde vives, dize onde móras, dize se vives ou se já nasceste.
(...)

amo aquella mão branca dependurada da amurada da galé que partia em busca de outras galés perdidas em mares longissimos.
(...)
Eu amo um sorriso que julgo ter visto em luz do fim-do-dia por entre as gentes apressadas.
(...)
Eu amo a noite, porque na luz fugida as silhuetas indecisas das mulheres são como as silhuetas indecisas das mulheres que vivem em meus sonhos. Eu amo a lua do lado que eu nunca vi."


Almada Negreiros in 'Frisos - Revista Orpheu nº1'

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