"Dai-me a alegria
Do poema de cada dia.
E que ao longo do caminho
Às almas eu distribua
Minha porção de poesia..."
Mario Quintana
📝✒️♥ Corações de Papel ♥ 📝✒️ "Cada livro, cada volume que lês, tem alma. A alma de quem o escreveu e a alma dos que o leram e viveram e sonharam com ele. Cada vez que um livro muda de mãos, cada vez que alguém desliza o olhar pelas suas páginas, o seu espírito cresce e torna-se forte.” - Carlos Ruiz Zafón
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
terça-feira, 29 de novembro de 2011
A poesia
"Pretendo que a poesia tenha a virtude de, em meio ao
sofrimento e o desamparo, acender uma luz qualquer, uma luz que não nos é dada,
não desce dos céus, mas que nasce das mãos e do espírito dos homens."
Ferreira
Gullar
domingo, 27 de novembro de 2011
Não tenho medo
"Construí amigos, enfrentei derrotas, venci obstáculos, bati na porta da vida e disse-lhe: Não tenho medo de vivê-la."
Augusto Cury
Augusto Cury
É assim...
"A vida é complicada porque nós mulheres romantizamos tudo, ou quase tudo, ou justamente o que não deveríamos (...) Não precisa procurar no meio da multidão, coisas acontecem quando você desiste de procurá-las... posso me aproximar sem invadir seu espaço, mas posso me aproximar tanto que seja impossivel de não o invadir. Não há como garantir que não possa me esforçar em ser interessante sendo que o que eu quero é ser o melhor que você merece. E de tudo que posso ser pra você eu só pediria que nunca fugisse de mim, nem mesmo quando por alguma razão eu deixasse a máscara cair... eu irei segurar sua mão como quem segura a mão de alguém que esteja pendurado sobre um barranco. E seguirei por dias, semanas, meses tentando tocar o seu coração até que um dia eu consiga.
(...)
E que você suporte os meus defeitos e se sinta orgulhoso das minhas qualidades, e apesar de não ter uma beleza extrema, poder fazer com que você enxergue que gostar de alguém vai muito além de beleza fisica, e tentar também de algum jeito (infelizmente só tentar) fazer com que você não precise olhar em outras direções, porque seus olhos vão estar dentro dos meus. Eu quero sempre encontrar você, seja lá onde você estiver, e que eu consiga ser o seu perfeito, mesmo sendo imperfeito."
Tati Bernardi
(...)
E que você suporte os meus defeitos e se sinta orgulhoso das minhas qualidades, e apesar de não ter uma beleza extrema, poder fazer com que você enxergue que gostar de alguém vai muito além de beleza fisica, e tentar também de algum jeito (infelizmente só tentar) fazer com que você não precise olhar em outras direções, porque seus olhos vão estar dentro dos meus. Eu quero sempre encontrar você, seja lá onde você estiver, e que eu consiga ser o seu perfeito, mesmo sendo imperfeito."
Tati Bernardi
Algumas pessoas
"Algumas pessoas se destacam para nós (...) Não importa quando as encontramos no nosso caminho. Parece que estão na nossa vida desde sempre e que mesmo depois dela permanecerão conosco. É tão rico compartilhar a jornada com elas que nos surpreende lembrar de que houve um tempo em que ainda não sabíamos que existiam. É até possível que tenhamos sentido saudade mesmo antes de conhecê-las. O que sentimos vibra além dos papéis, das afinidades, da roupa de gente que usam. Transcende a forma. Remete à essência. Toca o que a gente não vê. O que não passa. O que é (...)
Com elas, o coração da gente descansa. Nós nos sentimos em casa, descalços, vestidos de nós mesmos. O afeto flui com facilidade rara. Somos aceitos, amados, bem-vindos, quando o tempo é de sol e quando o tempo é de chuva. Na expressão das nossas virtudes e na revelação das nossas limitações. Com elas, experimentamos mais nitidamente a dádiva da troca nesse longo caminho de aprendizado do amor. "
Ana Jácomo
Com elas, o coração da gente descansa. Nós nos sentimos em casa, descalços, vestidos de nós mesmos. O afeto flui com facilidade rara. Somos aceitos, amados, bem-vindos, quando o tempo é de sol e quando o tempo é de chuva. Na expressão das nossas virtudes e na revelação das nossas limitações. Com elas, experimentamos mais nitidamente a dádiva da troca nesse longo caminho de aprendizado do amor. "
Ana Jácomo
Agora
"Mas tudo está bem agora, eu digo: agora. Houve uma mudança de planos e eu me sinto incrivelmente leve e feliz. Descobri tantas coisas. Tantas, Tantas. Existe tanta coisa mais importante nessa vida que sofrer por amor. Que viver um amor. Tantos amigos. Tantos lugares. Tantas frases e livros e sentidos. Tantas pessoas novas. Indo. Vindo. Tenho só um mundo pela frente. E olhe pra ele. Olhe o mundo!... É tão pequeno diante de tudo o que sinto. Sofrer dói. Dói e não é pouco. Mas faz um bem danado depois que passa. Descobri, ou melhor, aceitei: eu nunca vou esquecer o amor da minha vida. Nunca. Mas agora, com sua licença. Não dá mais para ocupar o mesmo espaço. Meu tempo não se mede em relógios. E a vida lá fora, me chama!"
Fernanda Mello
Fernanda Mello
O tempo ensina
"O tempo ensina, o tempo cansa, amadurece idéias, sentimentos, ameniza dores, esfria emoções, cria expectativas, estressa... mas é fato: ele não espera, ele passa. Não espere pelos outros, procure sincronizar o que lhe faz bem com as vibrações, com as pessoas e com tudo que está no seu tempo. O tempo já traz consigo todas as perdas que acumulamos ao longo da vida, não percamos mais em não viver. "
Deinha Resende
Deinha Resende
Mágoas
"Não deite com mágoas no coração.
Não durma sem ao menos fazer uma pessoa feliz.
E comece com você mesmo!"
Martha Medeiros
Não durma sem ao menos fazer uma pessoa feliz.
E comece com você mesmo!"
Martha Medeiros
Basta-me
"Basta-me um pequeno gesto, feito de longe e de leve, para que venhas comigo e eu para sempre te leve..."
Cecilia Meireles
Cecilia Meireles
sábado, 26 de novembro de 2011
A vida é tempo entre parêntesis
"A vida é tempo entre parêntesis. Alma a nu, sentimento despido de pudor. O amor como razão de ser e de viver."
António Lobo Antunes
António Lobo Antunes
O rio
"O rio, liso e espelhado como uma chapa de vidro azul e verde. Uma extensa cordilheira de colinas, cobertas de pinheirais e desenhando no espaço vaporoso e húmido as curvas mais suaves e as perspectivas mais graciosas e mais risonhas..."
Ramalho Ortigão
Ramalho Ortigão
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Livro
"Um livro é mais uma orelha que uma voz onde, no fim de contas, é o bom leitor que conversa. O livro escuta. As páginas são ouvidos pacientes que nos guiam através da liberdade do silêncio, onde as nossas frases se reflectem e regressam com um sentido novo. O bom leitor só recebe na medida em que dá e a qualidade da obra depende desta troca constante, do fluxo e refluxo das emoções partilhadas."
António Lobo Antunes in "Visão, Número 911"
António Lobo Antunes in "Visão, Número 911"
Chove
"Chove...
Mas isso que importa!,
se estou aqui abrigado nesta porta
a ouvir na chuva que cai do céu
uma melodia de silêncio
que mais ninguém ouve
senão eu?
Chove...
Mas é o destino
de quem ama
ouvir um violino
até na lama."
José Gomes Ferreira in "Poesia II "
Mas isso que importa!,
se estou aqui abrigado nesta porta
a ouvir na chuva que cai do céu
uma melodia de silêncio
que mais ninguém ouve
senão eu?
Chove...
Mas é o destino
de quem ama
ouvir um violino
até na lama."
José Gomes Ferreira in "Poesia II "
Caminho
"Somos nós, com os nossos passos, que vamos fazendo o nosso próprio caminho. Há quem corra demasiado depressa e perca a alma no trajecto, há quem mude de ideias e arrisque um atalho, há quem não saiba escolher a melhor direcção quando chega a uma encruzilhada, há quem deixe pedras pelo caminho para não se perder, se precisar de voltar para trás.
Não sei que espécie de caminhante sou, para onde vou, não sei. Nem sei para onde vais. Nem tu sabes. Pode ser que um dia acordes com uma luz nova, uma força desconhecida que te vai trazer até mim… Sei que há uma força estranha que me faz correr para ti, embora nunca, em nenhuma circunstancia, corra atrás de ti, porque não posso, não me é permitido interferir no teu destino e mudar o curso da tua vida..."
Margarida Rebelo Pinto
Não sei que espécie de caminhante sou, para onde vou, não sei. Nem sei para onde vais. Nem tu sabes. Pode ser que um dia acordes com uma luz nova, uma força desconhecida que te vai trazer até mim… Sei que há uma força estranha que me faz correr para ti, embora nunca, em nenhuma circunstancia, corra atrás de ti, porque não posso, não me é permitido interferir no teu destino e mudar o curso da tua vida..."
Margarida Rebelo Pinto
Amor de papel
" O nosso amor é de papel como as flores que me deste, e no papel há-de ficar, para sempre escrito nas minhas palavras. E se vier a transformar-se em qualquer outra coisa, será sempre numa outra forma de amor: o papel vem das árvores, mas o amor vem do amor e nunca morre, mesmo depois de cortado, prensado e transformado. Amar é como plantar uma semente e tu já plantaste a tua no meu coração. "
Margarida Rebelo Pinto
Margarida Rebelo Pinto
Liberta-me
"Liberta-me deste amor, destas algemas, desta paixão que tomou conta do meu coração. Liberta-me de ti, liberta-me da dor da tua ausência e deixa que eu levante para um voo livre e num bater das minhas asas presas de movimentos, não terei hora marcada, não terei regresso. Voarei livre até que me sinta cansado, mas eternamente feliz.
Liberta-me da tua presença ausente. Fiquei cansado de estar à tua espera e nunca mais chegaste. Liberta-me desta saudade, desta ansiedade daquele dia que volte a ouvir a tua voz, desta tua vida que nunca foi nossa. Deixa com que eu viva a minha vida, longe da pressão de ainda sentir a tua presença cheia de indiferença. Apenas liberta o meu coração para que o deixes livre de ti…"
Nicholas Sparks in "As palavras que nunca te direi"
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Por ti
"Por ti, por tudo o que me ensinaste, por tudo o que já vivemos - ainda que em sonhos - por tudo o que aprendi a ser contigo, por ti, eu apanho as estrelas que for preciso."
Margarida Rebelo Pinto
Margarida Rebelo Pinto
Esperar
"Quando se ama alguém, tem-se sempre tempo para essa pessoa. E se ela não vem ter conosco, nós esperamos. O verbo esperar torna-se tão imperativo como o verbo respirar. A vida transforma-se numa estação de comboios e o vento anuncia-nos a chegada antes do alcance do olhar. O amor na espera ensina-nos a ver o futuro, a desejá-lo, a organizar tudo para que ele seja possível. É mais fácil esperar do que desistir. É mais fácil desejar do que esquecer. É mais fácil sonhar do que perder. E para quem vive a sonhar, é muito mais fácil viver."
Margarida Rebelo Pinto in "Diário da tua Ausência"
Margarida Rebelo Pinto in "Diário da tua Ausência"
Como
"Como te poderei explicar
A ti, que em silêncio
Me deixaste há tanto tempo
Que ainda brinco contigo
Nas margens de um rio imenso
Que as palavras que tu dizes, gastas
São pássaros mudos
A gritar do fundo do teu coração desatento
Mas que no meu jardim
Geram vida a cada bater de asas
Deixando no rasto do seu suave movimento
Histórias de ternura e lamento
Que te visito de noite
Quando o medo adormece
E vestido de pétalas
Fico silencioso a teu lado
A acariciar o tempo que esquece
Até os pássaros, tecidos de espanto
Silenciaram o canto
Como te poderei dizer
Irmã dos meus sonhos de infância
Que só me cresce o sentimento
Na densidade da distância"
(desconheço o autor)
A ti, que em silêncio
Me deixaste há tanto tempo
Que ainda brinco contigo
Nas margens de um rio imenso
Que as palavras que tu dizes, gastas
São pássaros mudos
A gritar do fundo do teu coração desatento
Mas que no meu jardim
Geram vida a cada bater de asas
Deixando no rasto do seu suave movimento
Histórias de ternura e lamento
Que te visito de noite
Quando o medo adormece
E vestido de pétalas
Fico silencioso a teu lado
A acariciar o tempo que esquece
Até os pássaros, tecidos de espanto
Silenciaram o canto
Como te poderei dizer
Irmã dos meus sonhos de infância
Que só me cresce o sentimento
Na densidade da distância"
(desconheço o autor)
Lágrimas
"As Lágrimas raramente fazem mal.
São sempre uma catarse, uma libertação e um jeito de dizer que ninguém é auto–suficiente.
Nesta confissão de fraqueza humana se esconde um ato de humildade de quem reconhece que chegou a um impasse.
E, quando o impasse machuca demais, os olhos dizem o que a boca não consegue mais dizer.
Há lágrimas de dor, lágrimas de amor, lágrimas de alegria incontida, lágrimas de tristeza, lágrimas silenciosas de paz e de ternura, lágrimas de gratidão por um elogio feito na hora certa, lágrimas de esperança, lágrimas de inocência.
Mas também há lágrimas de vergonha, de teimosia, de desafio, de chantagem, de egoísmo por não haverem conseguido o que queriam.
E há quem chore por qualquer coisa e há quem tenha vergonha de chorar, sendo que chorar era a única coisa decente a se fazer.
... depois das sete maravilhas do mundo, bem que se poderia propor esta como a oitava: um monumento ao jovem que ainda chora por amor e que ainda não tem vergonha de mostrar que lá dentro dele habita um sentimento bonito."
Fabiano Claro
São sempre uma catarse, uma libertação e um jeito de dizer que ninguém é auto–suficiente.
Nesta confissão de fraqueza humana se esconde um ato de humildade de quem reconhece que chegou a um impasse.
E, quando o impasse machuca demais, os olhos dizem o que a boca não consegue mais dizer.
Há lágrimas de dor, lágrimas de amor, lágrimas de alegria incontida, lágrimas de tristeza, lágrimas silenciosas de paz e de ternura, lágrimas de gratidão por um elogio feito na hora certa, lágrimas de esperança, lágrimas de inocência.
Mas também há lágrimas de vergonha, de teimosia, de desafio, de chantagem, de egoísmo por não haverem conseguido o que queriam.
E há quem chore por qualquer coisa e há quem tenha vergonha de chorar, sendo que chorar era a única coisa decente a se fazer.
... depois das sete maravilhas do mundo, bem que se poderia propor esta como a oitava: um monumento ao jovem que ainda chora por amor e que ainda não tem vergonha de mostrar que lá dentro dele habita um sentimento bonito."
Fabiano Claro
O tempo
"O segredo do tempo é consumi-lo sem percebê-lo.
É fingir-se infinito para não o vermos passar
É fazer-se contar em anos em vez de momentos
Relógio, despertador, cronômetro, calendário
Tudo engodo para imaginarmos prendê-lo, controlá-lo
Ampulheta, único instrumento sincero do tempo
Regressivamente, nos impõe a gravidade
De haver realmente um último grão
Riscando na areia a nossa fragilidade
Mas o tempo é imparcial
Não distingue rico de pobre
Preto de branco, homem de mulher
Devora-se sem escolhas
Matar o tempo é matar-se sem sentido
Perdê-lo é viver em vão
Faz-se devagar nos maus momentos
Depressa quando o queremos
Ponteiro invisível da vida
Peça necessária do fim
A sua fome é insaciável
A sua vontade é determinante
A sua procura é unanime
Se esconde nas sombras que se movem
Nos objetos que não mais servem
Nas pessoas que nunca mais vimos
Na podridão das frutas que não foram colhidas
Nas lembranças já esquecidas
Revela-se nas fotos que se desbotam
Nas cartas que amarelam
Nas crianças que crescem
Nas rugas que aparecem…"
Paulo Esdras
É fingir-se infinito para não o vermos passar
É fazer-se contar em anos em vez de momentos
Relógio, despertador, cronômetro, calendário
Tudo engodo para imaginarmos prendê-lo, controlá-lo
Ampulheta, único instrumento sincero do tempo
Regressivamente, nos impõe a gravidade
De haver realmente um último grão
Riscando na areia a nossa fragilidade
Mas o tempo é imparcial
Não distingue rico de pobre
Preto de branco, homem de mulher
Devora-se sem escolhas
Matar o tempo é matar-se sem sentido
Perdê-lo é viver em vão
Faz-se devagar nos maus momentos
Depressa quando o queremos
Ponteiro invisível da vida
Peça necessária do fim
A sua fome é insaciável
A sua vontade é determinante
A sua procura é unanime
Se esconde nas sombras que se movem
Nos objetos que não mais servem
Nas pessoas que nunca mais vimos
Na podridão das frutas que não foram colhidas
Nas lembranças já esquecidas
Revela-se nas fotos que se desbotam
Nas cartas que amarelam
Nas crianças que crescem
Nas rugas que aparecem…"
Paulo Esdras
Cavalo à solta
"Minha laranja amarga e doce
meu poema
feito de gomos de saudade
minha pena
pesada e leve
secreta e pura
minha passagem para o breve breve
instante da loucura.
Minha ousadia
meu galope
minha rédea
meu potro doido
minha chama
minha réstia
de luz intensa
de voz aberta
minha denúncia do que pensa
do que sente a gente certa.
Em ti respiro
em ti eu provo
por ti consigo
esta força que de novo
em ti persigo
em ti percorro
cavalo à solta
pela margem do teu corpo.
Minha alegria
minha amargura
minha coragem de correr contra a ternura.
Por isso digo
canção castigo
amêndoa travo corpo alma amante amigo
por isso canto
por isso digo
alpendre casa cama arca do meu trigo.
Meu desafio
minha aventura
minha coragem de correr contra a ternura."
José Carlos Ary dos Santos
meu poema
feito de gomos de saudade
minha pena
pesada e leve
secreta e pura
minha passagem para o breve breve
instante da loucura.
Minha ousadia
meu galope
minha rédea
meu potro doido
minha chama
minha réstia
de luz intensa
de voz aberta
minha denúncia do que pensa
do que sente a gente certa.
Em ti respiro
em ti eu provo
por ti consigo
esta força que de novo
em ti persigo
em ti percorro
cavalo à solta
pela margem do teu corpo.
Minha alegria
minha amargura
minha coragem de correr contra a ternura.
Por isso digo
canção castigo
amêndoa travo corpo alma amante amigo
por isso canto
por isso digo
alpendre casa cama arca do meu trigo.
Meu desafio
minha aventura
minha coragem de correr contra a ternura."
José Carlos Ary dos Santos
De repente
"De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente."
Vinícius de Moraes
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente."
Vinícius de Moraes
A vida
"A vida assemelha-se muito a uma melodia. No princípio há um mistério, no final uma confirmação, mas é no meio que toda a emoção reside e que faz com que a totalidade valha a pena. (...) Às vezes é preciso afastares-te das pessoas que mais gostas, mas isso não implica que gostamos menos delas... às vezes gostamos ainda mais (...)"
Nicholas Sparks in "A melodia do adeus"
Nicholas Sparks in "A melodia do adeus"
A verdade
“A verdade só tem significado quando custa a reconhecer.”
Nicholas Sparks in "A melodia do adeus"
Nicholas Sparks in "A melodia do adeus"
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Perder alguém amado
"Minha querida Holly,
Não sei exactamente onde estás ou quando irás ler isto. Espero que a minha carta te tenha encontrado bem, com saúde e feliz. Há não muito tempo murmuraste-me que não conseguirias continuar sozinha. Tu podes, Holly.
És forte e corajosa e podes ultrapassar isto. Partilhámos alguns momentos maravilhosos juntos, e tu tornaste a minha vida ... fizeste a minha vida. Não tenho nada a lamentar. Mas sou apenas um Capítulo na tua vida, e haverá muitos mais. Lembra-te das nossas maravilhosas recordações, mas não tenhas medo de arranjar muitas mais.
Muito obrigado por me teres dado a honra de ser a minha mulher. Por tudo te fico eternamente grato.
Sempre que precisares de mim, sabes que estou contigo.
O meu amor para sempre
Do teu marido e melhor amigo,
Gerry."
Cecelia Ahern in "P.S. I love you"
Antes que seja tarde
"Querida Catherine:
Lamento não te ter falado durante tanto tempo. Sinto que andei perdido... sem rota, nem bússola. Estava sempre a esbarrar nas coisas, talvez por carolice. Nunca me tinha sentido perdido. Tu eras o meu verdadeiro Norte. Quando tu eras o meu porto, sabia sempre voltar para casa. Perdoa ter ficado tão zangado quando partiste.
(...) Ontem apareceste-me num sonho, com aquele teu sorriso... que sempre me prendeu a ti... e me consolou. Tudo que me lembro do sonho... foi uma sensação de paz. Acordei com essa sensação... e tentei conservá-la tanto quanto me foi possível. Escrevo para te dizer que estou a trabalhar para alcançar essa paz. E para te dizer que lamento tantas coisas.
Lamento não ter tratado melhor de ti... para que não passasses minuto algum doente, com frio ou com medo.
Lamento não me ter esforcado mais... por te dizer aquilo que sentia.
(...)
Lamento as discussões que tive contigo.
Lamento não te ter pedido mais vezes desculpa... por ser demasiado orgulhoso.
Lamento não ter elogiado... tudo aquilo que vestias e todos os teus penteados.
Lamento não te ter agarrado com tanta força... que nem Deus te pudesse arrancar de mim.
Com todo o meu amor, G. "
Nicholas Sparks in "As palavras que nunca te direi"
Lamento não te ter falado durante tanto tempo. Sinto que andei perdido... sem rota, nem bússola. Estava sempre a esbarrar nas coisas, talvez por carolice. Nunca me tinha sentido perdido. Tu eras o meu verdadeiro Norte. Quando tu eras o meu porto, sabia sempre voltar para casa. Perdoa ter ficado tão zangado quando partiste.
(...) Ontem apareceste-me num sonho, com aquele teu sorriso... que sempre me prendeu a ti... e me consolou. Tudo que me lembro do sonho... foi uma sensação de paz. Acordei com essa sensação... e tentei conservá-la tanto quanto me foi possível. Escrevo para te dizer que estou a trabalhar para alcançar essa paz. E para te dizer que lamento tantas coisas.
Lamento não ter tratado melhor de ti... para que não passasses minuto algum doente, com frio ou com medo.
Lamento não me ter esforcado mais... por te dizer aquilo que sentia.
(...)
Lamento as discussões que tive contigo.
Lamento não te ter pedido mais vezes desculpa... por ser demasiado orgulhoso.
Lamento não ter elogiado... tudo aquilo que vestias e todos os teus penteados.
Lamento não te ter agarrado com tanta força... que nem Deus te pudesse arrancar de mim.
Com todo o meu amor, G. "
Nicholas Sparks in "As palavras que nunca te direi"
A chave para a felicidade
"Ela me disse certa vez que a chave para a felicidade é ter sonhos realizáveis, e os dela não eram nada fora do comum. Casamento, família... o básico. Isso significa que eu teria um emprego estável, uma casa com cerca branca e uma minivan ou SUV grande o suficiente para levar nossos filhos à escola, ao dentista, ao treino de futebol ou aos recitais de piano. Dois ou três filhos – ela nunca foi clara a respeito, mas meu palpite é que quando chegasse a hora, ela deixaria a natureza seguir seu curso e Deus tomar a decisão. Ela era assim – religiosa, quero dizer – e suponho que esse tenha sido um dos motivos pelos quais me apaixonei por ela. Independentemente do que acontecesse em nossas vidas, eu me imaginava ao fim do dia deitado na cama ao lado dela, nós dois abraçados enquanto conversávamos e ríamos, perdidos nos braços um do outro.
Não parece tão absurdo, certo? Quando duas pessoas se amam? Foi também o que pensei. E, enquanto uma parte de mim ainda quer acreditar que isso seja possível, sei que não vai acontecer. "
Nicholas Sparks in "Querido John"
Não parece tão absurdo, certo? Quando duas pessoas se amam? Foi também o que pensei. E, enquanto uma parte de mim ainda quer acreditar que isso seja possível, sei que não vai acontecer. "
Nicholas Sparks in "Querido John"
domingo, 13 de novembro de 2011
A voz do amor
"Nessa pupila rútila e molhada,
Refúgio arcano e sacro da Ternura,
A ampla noite do gozo e da loucura
Se desenrola, quente e embalsamada.
E quando a ansiosa vista desvairada
Embebo às vezes nessa noite escura,
Dela rompe uma voz, que, entrecortada
De soluços e cânticos, murmura...
É a voz do Amor, que, em teu olhar falando,
Num concerto de súplicas e gritos
Conta a história de todos os amores;
E vêm por ela, rindo e blasfemando,
Almas serenas, corações aflitos,
Tempestades de lágrimas e flores..."
Olavo Bilac, in "Poesias"
Refúgio arcano e sacro da Ternura,
A ampla noite do gozo e da loucura
Se desenrola, quente e embalsamada.
E quando a ansiosa vista desvairada
Embebo às vezes nessa noite escura,
Dela rompe uma voz, que, entrecortada
De soluços e cânticos, murmura...
É a voz do Amor, que, em teu olhar falando,
Num concerto de súplicas e gritos
Conta a história de todos os amores;
E vêm por ela, rindo e blasfemando,
Almas serenas, corações aflitos,
Tempestades de lágrimas e flores..."
Olavo Bilac, in "Poesias"
Velha página
"Chove. Que mágoa lá fora!
Que mágoa! Embruscam-se os ares
Sobre este rio que chora
Velhos e eternos pesares.
E sinto o que a terra sente
E a tristeza que diviso,
Eu, de teus olhos ausente,
Ausente de teu sorriso...
As asas loucas abrindo,
Meus versos, num longo anseio,
Morrerão, sem que, sorrindo,
Possa acolhê-los teu seio!
Ah! quem mandou que fizesses
Minh'alma da tua escrava,
E ouvisses as minhas preces,
Chorando como eu chorava?
Por que é que um dia me ouviste,
Tão pálida e alvoroçada,
E, como quem ama, triste,
Como quem ama, calada?
Tu tens um nome celeste...
Quem é do céu é sensível!
Por que é que me não disseste
Toda a verdade terrível?
Por que, fugindo impiedosa,
Desertas o nosso ninho?
- Era tão bela esta rosa!...
Já me tardava este espinho!
Fora melhor, porventura,
Ficar no antigo degredo
Que conhecer a ventura
Para perdê-la tão cedo!
Por que me ouviste, enxugando
O pranto das minhas faces?
Viste que eu vinha chorando...
Antes assim me deixasses!
Antes! Menor me seria
O sofrimento, querida!
Antes! a mão que alivia
A dor, e cura a ferida,
Não deve depois, tranqüila,
Vendo sufocada a mágoa,
Encher de sangue a pupila
Que já vira cheia de água...
Mas junto a mim que te falta?
Que glória maior te chama?
Não sei de glória mais alta
Do que a glória de quem ama!
Talvez te chame a riqueza...
Despreza-a, beija-me, e fica!
Verás que assim, com certeza,
Não há quem seja mais rica!
Como é que quebras os laços
Com que prendi o universo,
Entre os nossos quatro braços,
Na jaula azul do meu verso?
Como hei de eu, de hoje em diante,
Viver, depois que partires?
Como queres tu que eu cante
No dia em que não me ouvires?
Tem pena de mim! tem pena
De alma tão fraca! Como há de
Minh'alma, que é tão pequena,
Poder com tanta saudade?!"
Olavo Bilac, in "Poesias"
Que mágoa! Embruscam-se os ares
Sobre este rio que chora
Velhos e eternos pesares.
E sinto o que a terra sente
E a tristeza que diviso,
Eu, de teus olhos ausente,
Ausente de teu sorriso...
As asas loucas abrindo,
Meus versos, num longo anseio,
Morrerão, sem que, sorrindo,
Possa acolhê-los teu seio!
Ah! quem mandou que fizesses
Minh'alma da tua escrava,
E ouvisses as minhas preces,
Chorando como eu chorava?
Por que é que um dia me ouviste,
Tão pálida e alvoroçada,
E, como quem ama, triste,
Como quem ama, calada?
Tu tens um nome celeste...
Quem é do céu é sensível!
Por que é que me não disseste
Toda a verdade terrível?
Por que, fugindo impiedosa,
Desertas o nosso ninho?
- Era tão bela esta rosa!...
Já me tardava este espinho!
Fora melhor, porventura,
Ficar no antigo degredo
Que conhecer a ventura
Para perdê-la tão cedo!
Por que me ouviste, enxugando
O pranto das minhas faces?
Viste que eu vinha chorando...
Antes assim me deixasses!
Antes! Menor me seria
O sofrimento, querida!
Antes! a mão que alivia
A dor, e cura a ferida,
Não deve depois, tranqüila,
Vendo sufocada a mágoa,
Encher de sangue a pupila
Que já vira cheia de água...
Mas junto a mim que te falta?
Que glória maior te chama?
Não sei de glória mais alta
Do que a glória de quem ama!
Talvez te chame a riqueza...
Despreza-a, beija-me, e fica!
Verás que assim, com certeza,
Não há quem seja mais rica!
Como é que quebras os laços
Com que prendi o universo,
Entre os nossos quatro braços,
Na jaula azul do meu verso?
Como hei de eu, de hoje em diante,
Viver, depois que partires?
Como queres tu que eu cante
No dia em que não me ouvires?
Tem pena de mim! tem pena
De alma tão fraca! Como há de
Minh'alma, que é tão pequena,
Poder com tanta saudade?!"
Olavo Bilac, in "Poesias"
A Minha Saudade Tem o Mar Aprisionado
"A minha saudade tem o mar aprisionado
na sua teia de datas e lugares.
É uma matéria vibrátil e nostálgica
que não consigo tocar sem receio,
porque queima os dedos,
porque fere os lábios,
porque dilacera os olhos.
E não me venham dizer que é inocente,
passiva e benigna porque não posso acreditar.
A minha saudade tem mulheres
agarradas ao pescoço dos que partem,
crianças a brincarem nos passeios,
amantes ocultando-se nas sebes,
soldados execrando guerras.
Pode ser uma casa ou uma rede
das que não prendem pássaros nem peixes,
das que têm malhas largas
para deixar passar o vento e a pressa
das ondas no corpo da areia.
Seria hipócrita se dissesse
que esta saudade não me vem à boca
com o sabor a fogo das coisas incumpridas.
Imagino-a distante e extinta, e contudo
cresce em mim como um distúrbio da paixão."
José Jorge Letria, in "A Metade Iluminada e Outros Poemas"
na sua teia de datas e lugares.
É uma matéria vibrátil e nostálgica
que não consigo tocar sem receio,
porque queima os dedos,
porque fere os lábios,
porque dilacera os olhos.
E não me venham dizer que é inocente,
passiva e benigna porque não posso acreditar.
A minha saudade tem mulheres
agarradas ao pescoço dos que partem,
crianças a brincarem nos passeios,
amantes ocultando-se nas sebes,
soldados execrando guerras.
Pode ser uma casa ou uma rede
das que não prendem pássaros nem peixes,
das que têm malhas largas
para deixar passar o vento e a pressa
das ondas no corpo da areia.
Seria hipócrita se dissesse
que esta saudade não me vem à boca
com o sabor a fogo das coisas incumpridas.
Imagino-a distante e extinta, e contudo
cresce em mim como um distúrbio da paixão."
José Jorge Letria, in "A Metade Iluminada e Outros Poemas"
Bilhete para o amigo ausente
"Lembrar teus carinhos induz
a ter existido um pomar
intangíveis laranjas de luz
laranjas que apetece roubar.
Teu luar de ontem na cintura
é ainda o vestido que trago
seda imaterial seda pura
de criança afogada no lago.
Os motores que entre nós aceleram
os vazios comboios do sonho
das mulheres que estão à espera
são o único luto que ponho."
Natália Correia, in "O Vinho e a Lira"
a ter existido um pomar
intangíveis laranjas de luz
laranjas que apetece roubar.
Teu luar de ontem na cintura
é ainda o vestido que trago
seda imaterial seda pura
de criança afogada no lago.
Os motores que entre nós aceleram
os vazios comboios do sonho
das mulheres que estão à espera
são o único luto que ponho."
Natália Correia, in "O Vinho e a Lira"
A arte de ser amada
"Eu sou líquida mas recolhida
no íntimo estanho de uma jarra
e em tua boca um clavicórdio
quer recordar-me que sou ária
aérea vária porém sentada
perfil que os flamingos voaram.
Pelos canteiros eu conto os gerânios
de uns tantos anos que nos separam.
(...)
Do que não viste a minha idade
te inquieta como a ciência
do mundo ser muito velho
três vezes por mim rodeado
sem saber da tua existência.
Pensas-me a ilha e me sitias
de violinos por todos os lados
e em tua pele o que eu respiro
é um ar de frutos sossegados."
Natália Correia, in "O Vinho e a Lira"
no íntimo estanho de uma jarra
e em tua boca um clavicórdio
quer recordar-me que sou ária
aérea vária porém sentada
perfil que os flamingos voaram.
Pelos canteiros eu conto os gerânios
de uns tantos anos que nos separam.
(...)
Do que não viste a minha idade
te inquieta como a ciência
do mundo ser muito velho
três vezes por mim rodeado
sem saber da tua existência.
Pensas-me a ilha e me sitias
de violinos por todos os lados
e em tua pele o que eu respiro
é um ar de frutos sossegados."
Natália Correia, in "O Vinho e a Lira"
Verdadeiros
"Os nossos amigos conhecem-nos na prosperidade. Nós conhecemos os nossos amigos na adversidade."
John Collins
John Collins
Canção da saudade
"Tu, meu amor, que nome é o teu? Dize onde vives, dize onde móras, dize se vives ou se já nasceste.
(...)
amo aquella mão branca dependurada da amurada da galé que partia em busca de outras galés perdidas em mares longissimos.
(...)
Eu amo um sorriso que julgo ter visto em luz do fim-do-dia por entre as gentes apressadas.
(...)
Eu amo a noite, porque na luz fugida as silhuetas indecisas das mulheres são como as silhuetas indecisas das mulheres que vivem em meus sonhos. Eu amo a lua do lado que eu nunca vi."
Almada Negreiros in 'Frisos - Revista Orpheu nº1'
(...)
amo aquella mão branca dependurada da amurada da galé que partia em busca de outras galés perdidas em mares longissimos.
(...)
Eu amo um sorriso que julgo ter visto em luz do fim-do-dia por entre as gentes apressadas.
(...)
Eu amo a noite, porque na luz fugida as silhuetas indecisas das mulheres são como as silhuetas indecisas das mulheres que vivem em meus sonhos. Eu amo a lua do lado que eu nunca vi."
Almada Negreiros in 'Frisos - Revista Orpheu nº1'
Intenções
"As boas intenções têm sido a ruína do mundo. As únicas pessoas que realizaram qualquer coisa foram as que não tiveram intenção alguma."
Oscar Wilde
Oscar Wilde
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Quando amamos alguém...
«Quando amamos alguém, não perdemos só a cabeça, perdemos também o nosso coração. Ele salta para fora do peito e depois, quando volta, já não é o mesmo, é outro, com cicatrizes novas. Às vezes volta maior, se o amor foi feliz, outras, regressa feito numa bola de trapos, é preciso reconstruí-lo com paciência, dedicação e muito amor-próprio. E outras vezes não volta. Fica do outro lado da vida, na vida de quem não quis ficar ao nosso lado.»
Margarida Rebelo Pinto in "O dia em que te esqueci"
Margarida Rebelo Pinto in "O dia em que te esqueci"
Nada pertence a ninguém
“Não te esqueças, nada pertence a ninguém, nem um livro, nem um relógio de ouro, nem uma plantação de amendoins. Durante a nossa breve passagem por este mundo, só pedimos coisas emprestadas por algum tempo.” [Hoagie]
Alan Parker in "O beijo do ladrão"
Alan Parker in "O beijo do ladrão"
A carta
"O meu filho trouxe-me agora a tua carta. Li-a com excitação, e, no entanto, gastei muito tempo com ela; pois não havia nela uma palavra que não me fizesse chorar. Mas essas lágrimas eram tão doces. Encontrei novamente o meu coração, e como ele sempre será; há sentimentos que vivem por si mesmos e que só podem terminar juntamente com ele. (...) Mas entendo os motivos por detrás do teu silêncio, e temia que uma carta tua me pudesse deixar triste. A que te envio foi revitalizadora para mim. Fica contente; tão contente quanto mereces; é todo o meu coração que fala contigo. Tu também me deste a minha dose de alegria, uma partilha sentida vividamente; para mim, nada iguala uma demonstração da tua lembrança. Adeus, meu amigo; agradeço-te com tanto carinho quanto o amor que sinto por ti.
Josefina"
Ursula Doyle in "Cartas de amor de grandes mulheres"
Josefina"
Ursula Doyle in "Cartas de amor de grandes mulheres"
Caminhos
“Os caminhos tornam-se muito mais claros quando as pessoas deixam de olhar para o que os outros estão a fazer e, em vez disso, se concentram em si próprias.”
Cecelia Ahern in "A prenda"
Cecelia Ahern in "A prenda"
Amor
"Dizem que o amor é cego, mas é a paixão que não vê defeitos e incoerências. O amor é lúcido, vê as falhas e as contradições e, apesar disso, subsiste."
Tânia Ganho in "A lucidez do amor"
Tânia Ganho in "A lucidez do amor"
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Cartas
"Quando durmo, sonho contigo e, quando acordo, desejo ter-te nos meus braços. O tempo que vivemos separados mais não fará do que convencer-me ainda mais, se tal for possível, de que quero passar as noites que me restam ao teu lado e os meus dias contigo no coração (...) Quando estou a escrever-te, sinto o teu hálito, e imagino que sentes o meu quando lês o que escrevo. Também se passa o mesmo contigo? Estas cartas são agora parte de nós, parte da nossa história, uma recordação eterna do que fizemos com a nossa vida. Agradeço-te por me teres ajudado a sobreviver este ano mas, ainda mais importante, agradeço-te, antecipadamente, por todos os anos futuros (...) Pensar em ti é, quantas vezes, a única coisa que me dá vontade de continuar."
Nicholas Sparks in "O sorriso das estrelas"
Nicholas Sparks in "O sorriso das estrelas"
Separação
"A razão porque dói tanto separarmo-nos é porque as nossas almas estão ligadas. Talvez sempre tenham estado e sempre o fiquem. Talvez tenhamos vivido milhares de vidas antes desta, e em cada uma delas nos tenhamos reencontrado. E talvez que em cada uma tenhamos sido separados pelos mesmos motivos. (…)"
Nicholas Sparks in "O Diário da Nossa Paixão"
Nicholas Sparks in "O Diário da Nossa Paixão"
A passagem do tempo
"Quando olhamos para trás, reparamos em como vertiginosamente as horas se gastam, em como as perdemos para não mais as recuperarmos. Contudo, dentro do presente, tudo se passa como se a lentidão dos dias e das noites nos trouxesse unicamente um dia de amanhã igual ao dia de ontem."
Rita Ferro in "Desculpe lá, mãe"
Rita Ferro in "Desculpe lá, mãe"
As palavras
"São as palavras que ficam por dizer que mais nos pesam, (...)"
"Quando queremos estar próximos de alguém de quem gostamos, as palavras nunca se gastam. Como nunca se gastam os beijos, as mãos que se aconchegam, os corpos que se tocam, as bocas que se comem, alimentando-se uma à outra. Nunca se gasta a pele nem o olhar porque o desejo que é alimentado pelo amor não é como a paixão, o amor nunca se cansa."
Margarida Rebelo Pinto in "Diário da tua ausência"
"Quando queremos estar próximos de alguém de quem gostamos, as palavras nunca se gastam. Como nunca se gastam os beijos, as mãos que se aconchegam, os corpos que se tocam, as bocas que se comem, alimentando-se uma à outra. Nunca se gasta a pele nem o olhar porque o desejo que é alimentado pelo amor não é como a paixão, o amor nunca se cansa."
Margarida Rebelo Pinto in "Diário da tua ausência"
domingo, 6 de novembro de 2011
A memória
"A memória é selectiva e vai alterando a realidade conforme o tempo, o que nos leva a esquecer algumas lições adquiridas no passado e a repetir, ainda que não queiramos, os mesmos erros."
Margarida Rebelo Pinto
Margarida Rebelo Pinto
O espírito
"O espírito não envelhece com as primeiras rugas nem se cansa de sonhar. Aliás, é no dia em que se cansa de sonhar que começa a envelhecer. O espírito prevalece."
Margarida Rebelo Pinto
Margarida Rebelo Pinto
Posso escrever os versos mais tristes
Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Escrever, por exemplo: "A noite está estrelada,
e tiritam, azuis, os astros lá ao longe".
O vento da noite gira no céu e canta.
Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Eu amei-a e por vezes ela também me amou.
Em noites como esta tive-a em meus braços.
Beijei-a tantas vezes sob o céu infinito.
Ela amou-me, por vezes eu também a amava.
Como não ter amado os seus grandes olhos fixos.
Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Pensar que não a tenho. Sentir que já a perdi.
Ouvir a noite imensa, mais imensa sem ela.
E o verso cai na alma como no pasto o orvalho.
Importa lá que o meu amor não pudesse guardá-la.
A noite está estrelada e ela não está comigo.
Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe.
A minha alma não se contenta com havê-la perdido.
Como para chegá-la a mim o meu olhar procura-a.
O meu coração procura-a, ela não está comigo.
A mesma noite que faz branquejar as mesmas árvores.
Nós dois, os de então, já não somos os mesmos.
Já não a amo, é verdade, mas tanto que a amei.
Esta voz buscava o vento para tocar-lhe o ouvido.
De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos.
A voz, o corpo claro. Os seus olhos infinitos.
Já não a amo, é verdade, mas talvez a ame ainda.
É tão curto o amor, tão longo o esquecimento.
Porque em noites como esta tive-a em meus braços,
a minha alma não se contenta por havê-la perdido.
Embora seja a última dor que ela me causa,
e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo.
Pablo Neruda
Escrever, por exemplo: "A noite está estrelada,
e tiritam, azuis, os astros lá ao longe".
O vento da noite gira no céu e canta.
Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Eu amei-a e por vezes ela também me amou.
Em noites como esta tive-a em meus braços.
Beijei-a tantas vezes sob o céu infinito.
Ela amou-me, por vezes eu também a amava.
Como não ter amado os seus grandes olhos fixos.
Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Pensar que não a tenho. Sentir que já a perdi.
Ouvir a noite imensa, mais imensa sem ela.
E o verso cai na alma como no pasto o orvalho.
Importa lá que o meu amor não pudesse guardá-la.
A noite está estrelada e ela não está comigo.
Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe.
A minha alma não se contenta com havê-la perdido.
Como para chegá-la a mim o meu olhar procura-a.
O meu coração procura-a, ela não está comigo.
A mesma noite que faz branquejar as mesmas árvores.
Nós dois, os de então, já não somos os mesmos.
Já não a amo, é verdade, mas tanto que a amei.
Esta voz buscava o vento para tocar-lhe o ouvido.
De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos.
A voz, o corpo claro. Os seus olhos infinitos.
Já não a amo, é verdade, mas talvez a ame ainda.
É tão curto o amor, tão longo o esquecimento.
Porque em noites como esta tive-a em meus braços,
a minha alma não se contenta por havê-la perdido.
Embora seja a última dor que ela me causa,
e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo.
Pablo Neruda
Volta
"Volta. Olha-me mais uma vez, dá-me só mais um abraço, beija-me por um segundo que seja. Sorri-me em toda a nossa cumplicidade, mostra-me de novo esse paraíso no teu olhar. Enfeitiça-me ainda com esse perfume só teu, queima-me com os arrepios do teu toque. Faz-me rir, faz-me chorar, faz-me querer partir e não ir. Agarra-me, só para me largares no instante seguinte. Ri-te, chora - mas ri-te e chora comigo. Traz-me de novo sonhos pintados no céu, dá-me só mais uma vez a lua daquela noite, regressa para um único amanhecer apenas."
Nicholas Sparks in "Diário da Nossa Paixão"
Nicholas Sparks in "Diário da Nossa Paixão"
Quando se cativa
“Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra, o teu me chamará para fora da toca, como se fosse música”
“Se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro.”
“A gente só conhece bem as coisas que cativou.”
“A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar.”
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
Antoine de Saint-Exupéry in "O Principezinho"
“Se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro.”
“A gente só conhece bem as coisas que cativou.”
“A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar.”
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
Antoine de Saint-Exupéry in "O Principezinho"
As estrelas
“As pessoas têm estrelas que não são idênticas para todas. Para umas, que viajam, as estrelas são guias. Para outras, não passam de pequenas luzes. Para outras, que são sábias, são problemas. Para o meu homem de negócios, eram ouro. Todas essas estrelas são mudas. Mas tu, tu terás estrelas como ninguém tem. (…) Quando olhares para o céu, à noite, já que moro numa delas, já que me estou a rir numa delas, é como se todas as estrelas se rissem para ti. Tu, tu terás estrelas que sabem rir! (…) E quando já te tiveres consolado (as pessoas consolam-se sempre), ficarás contente por me teres conhecido. Serás sempre meu amigo.”
Antoine de Saint-Exupéry in "O Principezinho"
Antoine de Saint-Exupéry in "O Principezinho"
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