domingo, 13 de fevereiro de 2022

Medo

Medo de largar as rédeas que seguro como se fossem uma bóia de salvação

A que me agarro com medo de cair num fosso sem fundo. 

Medo de ser feliz sem culpas. 

Medo de ser quem sou, 

Genuinamente. 

Sem crítica ou julgamento. 

Medo de que os meus olhos me denunciem

E exponham aquilo que sinto. 

Medo de não corresponder às expectativas. 

De acharem que minto. 

Medo que percebam a saturação que existe dentro de mim 

De tentar esconder quem sou e de perder a voz no fim... 

Medo de abrir as asas e levantar voo

Qual ave de rapina, sem rumo ou destino. 

Medo de me deixar cair numa espiral de culpa e depressão. Que desatino! 

O medo é uma alma ferida que deixa cicatrizes profundas. 

É esta insegurança, complexos, frustração...

O medo é o cancro mais agressivo. 

Porque corrói uma vida lentamente, dolorosamente.

O que não foi dito, vivido, proibido. 

O que não mata mói. E o que me dói é esta vida de medo ... 

Tenho medo... Medo que descubram que escondo este medo, atrás de uma máscara invisível de confiança... 

Medo de quebrar as regras, de libertar as amarras, de mostrar a minha essência! 

Se o que me prende por dentro é a própria ideia de viver sempre com medo...



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