Às vezes sufocamos com as palavras que não nos permitimos dizer e com os desejos que não nos permitimos sentir.
Triste e fria é a nua e crua realidade...
📝✒️♥ Corações de Papel ♥ 📝✒️ "Cada livro, cada volume que lês, tem alma. A alma de quem o escreveu e a alma dos que o leram e viveram e sonharam com ele. Cada vez que um livro muda de mãos, cada vez que alguém desliza o olhar pelas suas páginas, o seu espírito cresce e torna-se forte.” - Carlos Ruiz Zafón
Que a vida te traga a idade, mas nunca o desencanto. Que os anos passem, mas que nunca te habitues. Sê como o rio, que flui em direção a algo maior. Que o teu coração cresça até ao fim e que nele caiba o que não é possível medir: o amor, o sonho e a poesia. Que o tempo te enrugue a pele, mas nunca a alma. A alma quer-se lisa. Espelho e reflexo de luz. Que te ames no amor que dás e recebes. Que a distância nunca te impeça de estar perto e que as vidas de que esta é chegada sejam a memória do que te ensinaram. Nem tudo está escrito. Há coisas que és tu que tens de escrever.
Uma iniciativa para incentivar a leitura.
Medo de largar as rédeas que seguro como se fossem uma bóia de salvação
A que me agarro com medo de cair num fosso sem fundo.
Medo de ser feliz sem culpas.
Medo de ser quem sou,
Genuinamente.
Sem crítica ou julgamento.
Medo de que os meus olhos me denunciem
E exponham aquilo que sinto.
Medo de não corresponder às expectativas.
De acharem que minto.
Medo que percebam a saturação que existe dentro de mim
De tentar esconder quem sou e de perder a voz no fim...
Medo de abrir as asas e levantar voo
Qual ave de rapina, sem rumo ou destino.
Medo de me deixar cair numa espiral de culpa e depressão. Que desatino!
O medo é uma alma ferida que deixa cicatrizes profundas.
É esta insegurança, complexos, frustração...
O medo é o cancro mais agressivo.
Porque corrói uma vida lentamente, dolorosamente.
O que não foi dito, vivido, proibido.
O que não mata mói. E o que me dói é esta vida de medo ...
Tenho medo... Medo que descubram que escondo este medo, atrás de uma máscara invisível de confiança...
Medo de quebrar as regras, de libertar as amarras, de mostrar a minha essência!
Se o que me prende por dentro é a própria ideia de viver sempre com medo...
Lá fora o veneno, a solidão, o abandono
Sentes?
O tempo congelou os ponteiros dos relógios
É urgente a fuga dos dias, das dúvidas e das amarras
Lá fora o veneno, a solidão, o abandono
Sentes?
Gritamos por aquilo que não é nosso
Nem do tempo
Queremos o espaço, do beijo a boca húmida de certezas
E uma esperança
De uma cama cheia de nós
Rogério Samora
Veja o projecto solidário de Rogério Samora em https://rogeriosamora.pt/rogerio-samora-projeto-202-1/