📝✒️♥ Corações de Papel ♥ 📝✒️ "Cada livro, cada volume que lês, tem alma. A alma de quem o escreveu e a alma dos que o leram e viveram e sonharam com ele. Cada vez que um livro muda de mãos, cada vez que alguém desliza o olhar pelas suas páginas, o seu espírito cresce e torna-se forte.” - Carlos Ruiz Zafón
sexta-feira, 23 de abril de 2021
quinta-feira, 22 de abril de 2021
Quando te vejo
Quando te vejo, a primavera desponta em mim num festival de flores e cores.
Quando te vejo, o meu sangue ferve como a lava de um vulcão.
Quando te vejo, a borboleta em mim abre as asas e rodopia com a força de um furacão.
A tua voz evoca uma doce melodia.
Ao compasso de uma música em perfeita harmonia.
Quando te vais embora, anoitece
E o meu céu de negro se reveste.
E o inverno regressa ao meu coração.
segunda-feira, 19 de abril de 2021
O pescador
Ao longe, um farol ilumina o oceano escuro como breu
As estrelas cintilam na imensidão do céu
Um pequeno barco ao sabor das ondas
Nele, um pescador que trabalhou sem descanso em busca de alimento
Outra noite em que a faina foi escassa
Outra noite longe de casa...
Mas os seus braços, cansados, não desistem, pois deles depende o sustento
E lança a rede esta noite pela última vez...
No horizonte já se vê o amanhecer
As estrelas já parecem desaparecer
O farol já não parece tão imponente
As ondas lambem o barco, suavemente
Impelindo o pescador a terra firme
E com ele o sentido do dever cumprido
Mesmo que não tenha sido tão produtivo...
Ele deixa para trás o mar gelado
Pisa a areia, recolhe as redes
Escolhe o peixe, apressado, colocando-o dentro de um cesto
E faz o caminho que tão bem conhece
A madrugada se faz dia
O sol nasce com esplendor
O pescador regressa ao seu maior bem: a sua casa, a sua família, o seu amor
By simplyme
Há palavras
Há palavras que nos salvam, que nos falam, nos embalam, que nos tocam, ou que nos faltam...
Há palavras que calam a dor,
Tristemente compassivas
Outras que são suicidas
Outras que morrem por amor
Há palavras não sentidas
Desalinhadas, perdidas
Há as que mesmo silenciadas, amordaçadas e não ditas
Calam fundo, desmedidas
No coração, naufragadas
Entre o silêncio e o desejo de gritá-las ou de trancá-las dentro do peito, impedindo-as de sentir
Há as que são levadas pelo vento
As que não têm sentimento...
Há as que adormecem comigo quando me deito e vou dormir
Autora: Simplyme
domingo, 11 de abril de 2021
sábado, 10 de abril de 2021
sexta-feira, 9 de abril de 2021
O tempo não pára - Mariza
Eu sei que a vida tem pressa
Que tudo aconteça sem que a gente peça
Eu sei
Eu sei que o tempo não pára
O tempo é coisa rara
E a gente só repara quando ele já passou
Não sei, se andei depressa demais
Mas sei, que algum sorriso eu perdi
Vou pedir ao tempo
Que me dê mais tempo, para olhar para ti
De agora em diante, não serei distante
Eu vou estar aqui
Cantei
Cantei a saudade
Da minha cidade
E até com vaidade
Cantei
Andei pelo mundo fora
E não via a hora
De voltar pra ti
Não sei, se andei depressa demais
Mas sei, que algum sorriso eu perdi
Vou pedir ao tempo
Que me dê mais tempo, para olhar para ti
De agora em diante, não serei distante
Eu vou estar aqui
Não sei, se andei depressa demais
Mas sei, que algum sorriso eu perdi
Vou pedir ao tempo
Que me dê mais tempo, para olhar para ti
De agora em diante, não serei distante
Eu vou estar aqui
No teu poema - Carlos do Carmo
No teu poema
Existe um verso em branco e sem medida
Um corpo que respira, um céu aberto
Janela debruçada para a vida
No teu poema existe a dor calada lá no fundo
O passo da coragem em casa escura
E, aberta, uma varanda para o mundo
Existe a noite
O riso e a voz refeita à luz do dia
A festa da Senhora da Agonia
E o cansaço
Do corpo que adormece em cama fria
Existe um rio
A sina de quem nasce fraco ou forte
O risco, a raiva e a luta de quem cai
Ou que resiste
Que vence ou adormece antes da morte
No teu poema
Existe o grito e o eco da metralha
A dor que sei de cor mas não recito
E os sonos inquietos de quem falha
No teu poema
Existe um canto, chão alentejano
A rua e o pregão de uma varina
E um barco assoprado a todo o pano
Existe um rio
O canto em vozes juntas, vozes certas
Canção de uma só letra
E um só destino a embarcar
No cais da nova nau das descobertas
Existe um rio
A sina de quem nasce fraco ou forte
O risco, a raiva e a luta de quem cai
Ou que resiste
Que vence ou adormece antes da morte
No teu poema
Existe a esperança acesa atrás do muro
Existe tudo o mais que ainda escapa
E um verso em branco à espera de futuro.
Sete letras - Ary dos Santos
Esta palavra saudade
sete letras de ternura
sete letras de ansiedade
e outras tantas de aventura.
Esta palavra saudade
a mais bela e mais pura
sete letras de verdade
e outras tantas de loucura.
Sete pedras, sete cardos, sete facas e punhais
sete beijos que são nardos
sete pecados mortais.
Esta palavra saudade
dói no corpo devagar
quando a gente se levanta
fica na cama a chorar.
Esta palavra saudade
sabe a sumo de limão
tem o travo de amargura
que nasceu do coração.
Ai! palavra amarga e doce
estrangulada na garganta
palavra como se fosse
o silêncio que se canta.
Meu cavalo imenso e louco
a galopar na distância
entre o muito e entre o pouco
que me afasta da infância.
Esta palavra saudade
é a mais prenha de pranto
como um filho que nascesse
por termos sofrido tanto.
Por termos sofrido tanto
é que a saudade está viva
são sete letras de encanto
sete letras por enquanto
enquanto a gente for viva.
Esta palavra saudade
sabe ao gosto das amoras
cada vez que tu não vens
cada vez que tu demoras.
Ai! palavra amarga e doce
debruçada na idade
palavra como se fosse
um resto de mocidade.
Marcada por sete letras
a ferro e a fogo no tempo
Ai! palavra dos poetas
que a disparam contra o vento.
Esta palavra saudade
dói no corpo devagar
quando a gente se levanta
fica na cama a chorar.
Por termos sofrido tanto
é que a saudade está viva
são sete letras de encanto
sete letras por enquanto
enquanto a gente for viva.






